Andrei Konchalovsky,realizador veterano russo, apresentou no Festival de Veneza 2016, o seu filme Paraíso (com data de estreia para 13 de Abril), uma reflexão sóbria sobre a maldade inerente ao ser humano. A história desenvolve-se na Segunda Guerra Mundial e o filme foi recebido com grande ovação. Filmado num elegante e austero preto e branco, sobre a problemática da prática do mal pensando que se faz o bem, sobre “a maldade eterna que nasce cada dia e em cada época”, como explica Konchalovsky. “O tema do Holocausto banalizou-se totalmente”, disse o realizador, que insistiu na ideia de que não queria fazer um filme sobre o Holocausto, mas sobre a maldade, sobre as pessoas e relações humanas.

Konchalovsky, que foi colaborador de Andrei Tarkovsky (tendo sido co-argumentista do seu filme Andrei Rubliev), já tinha sido agraciado com o Leão de Prata no Festival de Veneza em 2014 por The Postman’s White Nights e em 2002 com o Grande Prémio Especial do Júri por Casa de Loucos. Entre muitos outros prémios, foi, igualmente, nomeado 4 vezes para a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por Riaba a Minha Galinha (1984); Gente Estranha (1987); a produção americana Comboio em Fuga (1985) e Siberíada (1979) pelo qual foi premiado com o Grande Prémio do Júri.